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sábado, 30 de julho de 2016

II Workshop Internacional de Meliponicultura USP - Ribeirão Preto

Em setemtro de 2016, vai acontecer um grande Workshop Internacional na USP em Ribeirão Preto.
As inscrições já estão abertas, e para se inscrever, basta enviar email para:
abelhasrp@gmail.com

Eventos como esse são muito importantes para refinarmos nossos conhecimentos, pois os palestrantes são renomados no assunto.

  

 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Alecrim do Campo ( ou vassourinha do campo )

[Figura-1] Alecrim do campo
Nome cientifico: Baccharis dracunculifolia DC

Caracteristicas
Planta daninha mais conhecida pelo nome “alecrim-do-campo”, dióica com as inflorescências masculinas e femininas. É um arbusto perene que pode atingir até 3 m de altura e cresce espontaneamente em áreas de pastagens (por isso é também considerada planta invasora) no Estado de São Paulo e em todo o Brasil. 


Baseados em estudos sobre a própolis verde, os cientistas observaram que muito do potencial dessa substância vem de uma planta que até então era conhecida somente por limpar as cinzas de fogão a lenha e sujar o pasto. Mais do que isso, o alecrim-do-campo serve também de matéria-prima para as abelhas produzirem a própolis verde - assim denominada pelo excesso de clorofila - que é tão cobiçada pelo mercado internacional, sobretudo o japonês, por conter propriedades antiinflamatórias, antimicrobianas, antioxidante e antitumoral.


[Figura-2] Produz muito propolis verde



 Sua resina é coletada e processada por abelhas, especialmente abelhas da espécie Scaptotrigona conflita, que produzem a conhecida própolis verde, assim denominada pelo excesso de clorofila - que é tão cobiçada pelo mercado internacional, sobretudo o japonês, por conter propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, antioxidante e antitumoral. Quase não existem substâncias naturais descobertas recentemente que se tornaram populares e foco de pesquisa científica do que a própolis verde e a vermelha. 












[Figura-3] Muito visitada por abelhas
 
Uso popular e medicinal
Amplamente utilizada na medicina caseira com a infusão das folhas para problemas hepáticos, disfunção estomacal e como anti-inflamatório. Seus componentes químicos estão sendo estudados para combate ao câncer. Alguns estudos indicam que a planta tem potencial como fitoterápico para tratamento de úlcera gástrica.


Especies abelhas que visitam:
Tenho observado várias especies, dentre elas:
. jatai
. mirim
. irai  
. apis
. ( muitas outras, não identificadas ) 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Aconteceu: 2º Seminário Meliponicultura - USP


[Figura-1]





Nos dias 23 e 24 do mes de Janeiro 2016, aconteceu o 2º Seminário sobre Meliponicultura na USP - Universidade São Paulo em Ribeirão Preto.

Como já havia anunciado, o seminario foi um sucesso, com a presença de muitos participantes, auditorio lotado.












[Figura-2]

O Seminário teve a participação de grandes palestrantes, muitos dos quais Doutores no assunto.

A plateia estava bastante diversificada, onde mais uma vez o público feminino ( figura-3 ) marcou presença em grande escala, e também o público jovem, que a cada ano vem desmonstrando interesse pelo assunto, tanto no quesito criação de ASF como a preservação da espécie.














[Figura-3] Público feminino





E pra surpresa da turma, ocorreram vários sorteios, entre agendas, livros ( muitos livros ), caixas para ASF, mel, caixas iscas e muitos outros itens.

Foi um momento mágico, onde as pessoas tiveram a oportunidade de estreitar relacionamentos (figura-6), fazer novas amizades, rever amigos, trocar conhecimentos e alavancar futuros negócios.











[Figura-4] Temas muito interessantes


Durante todo o evento, as palestras foram apresentadas em alto grau de relevancia, assuntos que para alguns acrescentou muito valor, para outros ( iniciantes ) foi novidade, que agregou muito conhecimento.

Os temas eram apresentados de forma clara, objetiva e prática. 














[Figura-5] Mais palestras








E a espécie de ASF Uruçu Verdadeira, teve um espaço somente para ela:
uma palestra totalmente recheada de informações sobre o manejo de criação, divisão, etc.











[Figura-6] Estreitar relacionamentos


Em Seminários como esse, nós temos a oportunidade de estar ao lado de grandes pesquisadores, que dedicam horas de estudos sobre o tema, buscando sempre aprimoramento naquilo que faz, e nos apresentando, onde temos o privilegio de assistir.



Nesse Seminário foi aberto espaço para que as pessoas pudessem expor seus produtos e  serviços.












[Figura-7] Caixas isca ( PET )
Adicionar legenda







Produtos em exposição

















[Figura-8] Aulas práticas







No segundo dia do Seminário, ocorreram as aulas práticas, onde muitos tiveram a oportunidade de aquirir conhecimentos em como fazer a divisão de um enxame de jatai, marmelada, mandaçaia.

As aulas práticas aconteceram em pontos estratégicos dentro do predio da Universidade, onde os enxames já estavam previamente instalados no dia anterior, para que no dia seguinte os participantes pudessem desenvolver essa prática.

E para não aglomerar muitos participantes, as aulas práticas foram distribuidas em pontos dentro do  pátio, dando assim a oportunidade para que todos participassem, e conseguissem participar mais de perto, como, onde participantes conseguiram colocar a mão na massa e fazer as divisões ( figura 9 ).

[Figura-9] Fazendo uma divisão








Tem coisas que a gente somente aprende fazendo:
é o caso da foto ( figura-9) onde uma das participantes está capturando abelhas com um sugador manual.












[Figura-10] Público feminino







E o público feminino ali, presente, olhando, as vezes com um olhar de curiosidade, mas o interesse pelas abelhas é visivel, basta estar prsente já é suficiente para demonstrar a paixão por elas.












[Figura-11] Mesa redonda



Já no final do Seminário, foi montado uma mesa redonda, composta por pesquisadores e doutores.
Nesse momento os participantes tiveram a oportunidade de lançar perguntas.

Um dos temas bastante discutido foi o "desaparecimento das abelhas".

Muitas pesquisadores já estão envolvidos e abraçando a causa e grupos já formados estão atuando na educação das pessoas e buscando com isso diminuir o impacto da depredação de enxames que são subtraidos de forma desatrosas.









[Figura-12] Mesa redonda

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

2º Seminário de Meliponicultura Ribeirão Preto e Região



[Figura-1]




Oá pessoal, mais um seminário apontando no horizonte, mais informações, mais aprendizado e sobretudo, aproveitar para estreitar relacionamentos. As datas já foram definidas e a cidade também.

Para maiores detalhes, consultar a pagina do evento para se inscrever:
https://www.facebook.com/workshopmeliponicultura/?fref=ts


[Figura-2]

Os palestrantes começam a se apresentar e colocando em pauta os tópicos de sua autoria.

Tópicos que serão abordados:

Morte das abelhas - Luta contra o veneno
e como se defender.
Palestrante: Wilson Gussoni




[Figura-3]




Resgate sustentavel de abelhas nativas
Controle do fumacê.
Palestrante: SOS Abelhas Sem Ferrão








[Figura-4]



Manejo e produção de Rainhas de Borá
Palestrante: Ivan de Castro ( USP - RP )









[Figura-5]


Manejo da abelha Uruçu Nordestina.
Palestrante: Profº Dr. Eloi Machado Alves










[Figura-6]



Produtos de Meliponicultura.
Palestrante: Profª Dra. Genna Sousa









[Figura-7]
Maurinho, muito conhecido, vai estar lá falando sobre iniciação, transferências, multiplicação e manejo das ASF ( Abelhas Sem Ferrão ).










[Figura-8]


Projeto A cidade das Abelhas
Palestrante: Daniel Malusa Gonçalves









[Figura-9]
Ninhos iscas
Palestrante: Porfº Ademilson Espenser











[Figura-10]


 A importância das abelhas para o homem e seu papel na natureza.
Palestrante: Profº Lionel S. Gonçalves











sábado, 7 de novembro de 2015

Mandaguari Preta.


[Figura-1] Caixa mandaguari
Estamos na primavera e nosso clima está bastante instavel, passamos por momentos de calor intenso e de repente, esfria tudo.
Essa variação de temperatura não é bom para a pratica da meliponicultura. Já pensou, você acaba de fazer uma divisão em pleno calor e de repende, dois dias depois, vem aquele frio e pronto, pode comprometer a sua divisão.

Enfim, temos que correr riscos e ter conhecimento para driblar esse clima maluco que vem acontecendo com mais frequência.

Mesmo assim, aproveitei para fazer a divisão de um enxame de mandaguari preta, abelha fantastica, muito populosa e bastante defensiva, gosto delas por causa do seu comportamento e também por ser uma trabalhadora incansavel, alem do delicioso mel e do propolis que elas fabricam.


[Figura-2] Caixa aberta

O enxame está alojado em uma caixa INPA 18x18 cm ( medida interna ), figura-1.

Na figura-2 podemos ver o momento em que a caixa foi aberta.








[figura-3] discos de cria
 Vejam que espetáculo ( figura-3 ), os discos de cria dessa espécie de abelha.

Quem não está acostumado a lidar com ela, acaba reclamando um pouco, mas depois que se acostumou, tudo torna-se divertido e prazeroso.

 Notem que esses discos de cria são os novos (figura-3) , portanto não podem ser retirados para fazer a divisão.  Somente os discos maduros é que podem ser retirados.


[Figura-4] Discos de cria
Como essa espécie de ASF pertence a familia das trigonas, é preciso encontrar a realeira nos discos novos para então montar uma caixa filha, se não tiver a realeira, a divisão dura no máximo 3 meses, depois o enxame desaparece, pois os favos de cria maduros nasceram todos e como não teve ovoporização por parte da rainha ( que não teve ), o enxame some, ficando apenas o involucro.

Recomento a criação dessa espécie, é muito legal, pois elas ficam se esvoaçando em volta da caixa, muito bonita essa abelha.

[Figura-5] Discos de cria

Na epoca de enxameamento, elas ficam bastante alvoroçadas, e quem passar por perto, acaba se assustando. Eu gosto de ficar no meio da revoada, só pra ver a reação delas e sentir o aroma que elas produzem, muito gostozo.


domingo, 4 de outubro de 2015

CAIXAS RACIONAIS - Recurso indispensavel na Meliponicultura

[Figura-1] Caixas racionais modelo INPA 15X15
É exatamente isso !

Sem caixas racionais, sem divisões.

Já imaginou aquele momento em que você percebe que seu enxame está bombando e pedindo pra ser dividido e você para, e diz:

MEU DEUS, CADÊ AS CAIXAS PRA EU FAZER AS DIVISÕES !!!

Pois é, amigo, temos que estar preparados para esses momentos maravilhosos e a natureza não vai esperar você conseguir uma caixa para fazer a divisão, simplesmente os discos maduros vão eclodir ( nascer ) e pronto, mais uma chance perdida de se fazer a divisão.

[Figura-2] Caixa racional, vista da melgueira

O período ideal pra se fazer as divisões é na primavera e verão, fora dessas estações, não se deve faze-las ( cito região sul, sudeste ).

Portanto temos que nos preparar bem antes da primavera, fazer um planejamento de quantas divisões serão realizadas e quais tipos de caixas serão necessários para que isso aconteça.

Atualmente, no mercado existem diversos modelos de caixas racionais, umas mais simples, outras mais sofisticadas, mas um modelo que vem atendendo a demanda e dando conta do recado, é o modelo INPA 15x15 cm internamente.

[Figura-3] Os modulos da caixa INPA 15X15

Esse modelo de caixa, que pode ser visto nas figuras-1, 2 e 3, consegue atender a criação de diversas espécies de ASF, as quais cito:

Mandaçaia
Mandaguari
Irai
Jatai
Manduri
Guaraipo

Percebeu que legal, basta ter um unico modelo de caixa pra atender a criação dessas abelhas, ao inves de ficar inventando tipos diferentes de caixas.

Volto a repetir:
Cada Meliponicultor gosta de um determinado tipo de caixa que melhor se adapta ao seu estilo de criação, quanto a isso, sem questionamento, mas no momento da venda de um enxame, precisamos padronizar, para que possamos ter facilidades no momento de fortalecimento de enxames, basta apenas inserir a alça e pronto.

[Figura-4] Ninho e 2 sobreninhos

Dá um pouco mais de trabalho para construir uma caixa INPA, mas vale a pena depois, tanto para vistoriar o ninho, fazer fortalecimento ( inserção de nova alça ), bem como fazer uma divisão.

Muito prático mesmo.

Grande abraço e muito sucesso pra voces.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

IRAI - Sendo criada em caixa INPA 15x15


[Figura-1] Caixa aberta sem a melgueira


Toda abelha precisa de um lugar gostoso para nidificar e cabe a nós proporcionarmos isso.

Bom, diante das pesquisas dos estudiosos vários modelos de caixas foram desenvolvidas ao longo desses anos e novas caixas ainda estão sendo remodeladas e readaptadas para esse segmento: CRIAÇÃO DE ABELHAS SEM FERRÃO.

Pois bem, cada meliponicultor tem seu proprio estilo e gosta de usar determinado modelo de caixa que melhor se adapta ao seu negocio que ele se propoe a fazer.

Existem caixas que são melhores para se coletar mel, outras para fazer divisões das matrizes e outras mais voltadas para enfeite.

[Figura-2] Discos maduros na parte de cima
Enfim, praticamente uma infinidade de modelos criados para esse segmento.

Vamos falar da abelha IRAI, uma abelhinha muito timida, percebi que ela se adaptou muito bem ao modelo de caixa INPA 15x15 cm ( internamente ).

Observem nas figuras 1 e 2, podemos ver que os discos maduros estão na parte superior do ninho, portanto para se fazer uma divisão fica muito facil, prático e rápido.
Basta retirar o modulo que contém os discos maduros e transferir para a nova caixa filha.







[Figura-3] Discos novos na parte de baixo
Vejam na figura-3, quando retiramos o módulo contendo os discos maduros, imediatamente abaixo estão os discos novos, ou seja, onde a rainha está pondo os ovos.

Nesse modelo de caixa, pelo fato de ser modular, não foi preciso interferir na parte da postura ( discos novos ).
Por isso ficou facil a divisão e sem provocar estresse para as abelhas. A divisão se torna muito rápida e segura.

Nessa caixa ( figura-3 ) mãe, basta colocar um modulo novo e depois colocar a melgueira vazia, e, na caixa filha colocamos o modulo com os discos maduros em cima do ninho que vai estar fazio, e completamos com a melgueira contendo mel ( que pertencia a caixa mãe ).





[Figura-4] Preparativo para a divisão
Vejam na figura-4 o procedimento para se fazer uma divisão com segurança.
Todo o material de apoio tem que estar ao seu alcance, para evitar se sair correndo a procura do mesmo, bem como a caixa filha, que também já deve estar preparada para receber os discos maduros.

Beleza, veja na figura-3 como a IRAI consegue fazer os discos dentro da caixa INPA.

Já criei IRAI em caixa convencional ( quadrada ) e elas precisam preencher todo o espaço que não vão utilizar, já na caixa INPA isso não acontece, pelo fato do espaço interno já estar adequado ao seu estilo de vida.

Embora a IRAI produza pouco mel, e a cera bastante ressecada, mesmo assim eu as crio, são abelhas espetaculares, muito mansas e tímidas.  Quando você se aproxima perto da entrada da caixa, elas simplesmente se escondem. Durante a divisão elas não te icomodam.

Votando ao modelo de caixa INPA 15x15 cm ( internamente ), esse modelo é bastante versatil, pois consegue atender a criação de diversas especies de ASF, as quais cito:
Mandaçaia
Irai
Jatai
Mandaguari
Dentre outras.

Quando todos os Meliponicultores estiverem trabalhando com modelos padronizados de caixa, vai ficar mais facil a criação, pois o intercambio entre Meliponicultores facilitará a troca de enxames para fortalecimento.